Importante explicar que, digamos assim, o batismo do vestido preto básico foi com este croqui de Coco Channel, publicado em 1926 na revista Vogue Francesa.
Este vestido, feito em algoodão, foi inspirado em Pablo Picasso (cubismo) e em Conceição dos Bugres, artista plástica sul-mato-grossense que perpetuou seu nome através dos Bugrinhos. Microvestido feito com proporções assimétricas e poucas costuras.
Este outro vestido é o que considero mais hi-tech. Inspirado em Bill Viola (importante videomaker da década de 70), e em Henrique Spengler (saudoso artista plástico Coxinense responsável por um estudo antropológico sobre os índios), o barato do vestido é que embaixo dele existem lampadas acopladas, que acessas, iluminam a saia. Como a proposta é criar apenas vestidos pretos, resolvi utilizar jeans preto. Para armar a saia foi usado um arame na base. A luz foi colocada com quatro lanternas pequenas costuradas a partir da cintura. Nas mangas, ícone Kadiwéu inspirado nas pinturas de Henrique Spengler.
Apesar deste look ser o meu preferido, infelizmente não consegui faze-lo, pois o tecido ficava muito caro... E como no TCC nao é preciso apresentá-los, apenas o croqui, este ficou apenas no papel. A inspiração é em cima do controverso fotógrafo e artista plastico Man Ray (década de 20/30) e no artista plástico sul-mato-grossense Humberto Espíndola e sua bovinocultura contemporânea. Pra entender melhor, este microvestido foi idealizado com tecido em couro, dando uma conotação bem sexy, valorizando as curvas femininas, e o recorte do busto uma homenagem aos chifres pintados por Humberto.


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